Uma travessia de aproximadamente 200 milhas náuticas, com possibilidade de chuva e mudanças nas condições de vento, será o primeiro desafio do Campeonato Brasileiro de Oceano de 2026. A 76ª Regata Santos–Rio larga nesta quinta-feira (22), às 12h, na Baía de Santos, reunindo 49 embarcações e velejadores com experiência olímpica e internacional.

A previsão meteorológica apresentada para a quinta-feira aponta temperaturas entre 20°C e 25°C e rajadas próximas de 29 km/h. Os dados ainda poderão sofrer alterações, mas já integram o planejamento das equipes para o percurso até a região da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro.

Em provas oceânicas, a escolha da rota, os ajustes das velas e a administração da velocidade podem ser determinantes. Diferentemente de disputas em circuitos curtos, uma travessia desse tipo obriga as tripulações a lidar com condições variadas ao longo do percurso.

Experiência olímpica na flotilha

Entre os participantes estão Torben Grael e Marcelo Ferreira, bicampeões olímpicos que competirão no Magia IV. Torben soma oito vitórias na Santos–Rio e tentará conquistar a nona.

O Crioula 52 também está confirmado, com o atleta olímpico Samuel Albrecht. A equipe vem de uma temporada no circuito internacional 52 Super Series, disputado na Espanha, onde conquistou um vice-campeonato em uma das etapas.

A presença de barcos de diferentes características acrescenta outro elemento técnico à competição. As disputas serão realizadas nas classes ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e RGS-Clássicos, considerando os regulamentos próprios de cada grupo.

Resultado da travessia não poderá ser descartado

A Regata Santos–Rio terá peso 1 na pontuação do Campeonato Brasileiro e seu resultado será obrigatório, sem possibilidade de descarte. A prova também será utilizada como primeiro critério de desempate.

Nas sete regatas seguintes, durante o 57º Circuito Rio, os pesos aumentarão progressivamente de 1,1 a 1,7.

“A Santos–Rio está na origem da própria ABVO e representa muito do que somos: tradição, resistência, estratégia e navegação em mar aberto. Tornar essa regata obrigatória na pontuação é reconhecer sua importância para o campeonato e para a história da vela oceânica nacional. Ao mesmo tempo, os pesos crescentes no Circuito Rio permitirão que nenhuma equipe considere o resultado definido antes da última regata”, afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano.

Para a classe RGS-Cruiser, haverá uma premiação adicional destinada aos três primeiros barcos que ultrapassarem o portão de passagem no canal de São Sebastião. A regra foi concebida para incentivar tripulações que ainda não têm estrutura ou experiência para completar toda a travessia.

Antes da largada, às 10h30, os veleiros participarão de um desfile próximo ao Píer dos Pescadores, na Ponta da Praia, em Santos (SP).

O Circuito Rio está programado para 30 de outubro a 2 de novembro, com as sete regatas restantes do Campeonato Brasileiro.

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