
O Magia IV, comandado por Torben Grael, assumiu a primeira colocação da classe ORC no Campeonato Brasileiro de Oceano 2026 após conquistar uma vitória e um quinto lugar nas regatas disputadas no sábado (31), durante o 57º Circuito Rio. Com os resultados, a equipe alcançou 90,10 pontos e superou o Crioula 52, de Eduardo Plass, que iniciou a segunda etapa da competição na liderança.
A disputa pelo título ganhou novos contornos com a mudança na classificação. Atual campeão brasileiro da ORC, o Crioula 52 havia conquistado a Santos-Rio e a regata de médio percurso Victor Demaison, responsável pela abertura do Circuito Rio na sexta-feira (30). No sábado, entretanto, problemas técnicos impediram o barco de completar a primeira prova. Na segunda, a equipe terminou em segundo lugar. Com isso, caiu para a sétima posição geral, somando 73,50 pontos.
A tripulação do Magia IV reúne três bicampeões olímpicos: Torben Grael, Martine Grael e Marcelo Ferreira. Também integram a equipe Andrea Grael e Duda Serrão, jovem revelação brasileira da classe ILCA 6, formada no Projeto Grael. A união entre experiência e novos talentos foi determinante para o desempenho apresentado nas regatas.
“Temos uma equipe muito entrosada, e isso faz diferença nas manobras e nas decisões a bordo. Hoje conseguimos velejar bem e terminar o dia na liderança. Ainda temos muita regata pela frente, e o foco é manter a regularidade”, destacou Torben Grael.
O desempenho também colocou o Magia IV na liderança da divisão ORC Performance, com 38,40 pontos. Na ORC Cruiser, o Dona Bola aparece na primeira posição, com 52,20 pontos, seguido pelo argentino Double Black, com 47,10, e pelo Xamã, com 43,80.
Avohai amplia sequência de vitórias na Bra-RGS
Na classe Bra-RGS, o Avohai, de Luiz Henrique Macedo, venceu as duas provas realizadas no sábado e manteve 100% de aproveitamento nas quatro regatas disputadas desde a Santos-Rio. A embarcação lidera a classificação do Brasileiro com 59,80 pontos. O segundo lugar pertence ao Nativo 3, de Eduardo Harabedian, com 48,10, enquanto o My Boy, de Lars Muller, ocupa a terceira posição, com 44,20.
Já na RGS-Cruiser, o BL3 Mangalô permanece na liderança, com 18,40 pontos. O Invocado aparece em segundo, com 16,10, e o McDaud ocupa a terceira colocação, com 13,80.
A programação de sábado contou com duas regatas barla-sota para as classes ORC e Bra-RGS, além de uma prova de percurso para a RGS-Cruiser. O calendário previa a continuidade das disputas no domingo e na segunda-feira, com pesos progressivamente maiores para cada regata.
“O dia mostrou como o campeonato está aberto. Tivemos mudança na liderança da ORC e boas disputas na água. Com os pesos aumentando a cada regata, a regularidade será cada vez mais importante até a definição dos campeões”, afirma Bayard Neto, comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).
O Campeonato Brasileiro considera os resultados da Santos-Rio e do Circuito Rio, sem descarte de provas. A travessia recebeu peso 1, enquanto as três regatas realizadas no Circuito foram pontuadas com pesos 1,1, 1,2 e 1,3. Pelo sistema High Point, o título fica com a equipe que acumular a maior pontuação.
Santos-Rio reconhece seus campeões
Os vencedores da 76ª Regata Santos-Rio receberam seus troféus no sábado (31), em cerimônia marcada para as 19h. A tradicional travessia, que teve largada em Santos no dia 22 de outubro, foi responsável por abrir o Campeonato Brasileiro de Oceano 2026.
O principal destaque da premiação foi o Crioula 52, de Eduardo Plass, vencedor da classificação geral da ORC e da divisão Performance. A embarcação também conquistou o título de Fita Azul, concedido ao primeiro veleiro a cruzar a linha de chegada no Rio de Janeiro. Na categoria ORC Cruiser/Racer, o título ficou com o Ventaneiro 3, de Renato Cunha Faria.
Na Bra-RGS, o Avohai, de Luiz Henrique Macedo, venceu a classificação geral e a divisão A. O Beleza Pura 2, de Felipe Degan Ferraz, foi o campeão da divisão B. Entre os Clássicos, a vitória ficou com o Kameha Meha–Brancante, de Edmar Moraes.
O Campeonato Brasileiro de Oceano 2026 é realizado em conjunto pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), pelo Iate Clube de Santos e pelo Iate Clube do Rio de Janeiro. A ABVO responde pela gestão das regras de rating da vela oceânica no Brasil e representa o país junto à ORC, além de coordenar os aspectos técnicos da competição e apoiar os clubes organizadores.
Informações e resultados: www.sailrace.com.br
Sobre a ABVO
Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade dedicada à promoção da Vela de Oceano no Brasil. Como braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), organiza competições anuais e trabalha para fortalecer o legado de uma das modalidades esportivas mais vitoriosas do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.
A entidade tem como comodoro o santista Bayard Umbuzeiro Neto. O bicampeão olímpico Torben Grael ocupa o cargo de 1º Vice-Comodoro, enquanto Paulo Cezar Gonçalves, conhecido como Pileca, é o 2º vice-Comodoro.
Entre as prioridades da atual gestão estão a otimização e racionalização do calendário nacional, o fortalecimento da relação com os clubes para viabilizar eventos e ampliar a participação de embarcações das diferentes flotilhas regionais. Também fazem parte dos objetivos oferecer suporte técnico às competições em todos os níveis, aprimorar a divulgação instantânea dos resultados e dialogar com o Governo Federal sobre incentivos tributários e condições mais favoráveis para a importação de embarcações.